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Parque Nacional Guaricana: a riqueza natural

Entre montanhas e quedas d’água.

É a mais extensa unidade de conservação de proteção integral do litoral e da Serra do Mar paranaenses, com aproximadamente 49.300 hectares, região que faz parte do maior remanescente de Mata Atlântica do Brasil.

                            A Mata Atlântica ocupava originalmente uma área de aproximadamente 1.300.000 km2 (15,5 % do território brasileiro), recobrindo uma área que hoje corresponde a 17 Estados do Brasil, em sua região mais povoada. Atualmente resta 22% da cobertura original, sendo apenas 7% em bom estado de conservação em fragmentos com mais de 100 hectares de extensão (MMA, 2015). A região entre o litoral norte de Santa Catarina e sul de São Paulo, incluindo porções da serra do mar, é um dos poucos locais do bioma com habitats suficientemente grandes e saudáveis, por vezes com mínima interferência humana, passíveis de albergar de forma livre e diversa os últimos indivíduos da megafauna ainda não extintos, como os grandes herbívoros (anta, queixada) e predadores topo de cadeia (onça-pintada, onça-parda).

Área do Parque Nacional Guaricana

                             Este Parque Nacional abriga e protege espécies endêmicas e ameaçadas de extinção da fauna e flora brasileiras. Integra extensa região resguardada por áreas protegidas como terras indígenas e quilombolas, além de outras unidades de conservação de diferentes categorias e geridas em diferentes esferas (federal, estadual, municipal e privada).

                                   O Parque tem cerca de 90% de sua área sobreposta à APA Estadual de Guaratuba e está conectado por remanescentes florestais com o vizinho Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange. Além disso, compõe de forma importante outros territórios oficiais, como o Mosaico Lagamar, a área de tombamento da Serra do Mar e a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica – RBMA e iniciativas como a Grande Reserva Mata Atlântica.

                                  O relevo acidentado e a variação altitudinal contribuem para que a Unidade abrigue diferentes formações da Floresta Ombrófila Densa, de refúgios vegetacionais (campos de altitude), da Floresta Ombrófila Mista Montana, além do ecótono (zona de transição e contato) entre essas duas formações florestais. A rede hidrográfica do Parque é formada por rios estreitos, pedregosos e não navegáveis, resultado dos elevados índices de chuvas e do relevo acidentado. A rede destaca-se pelos serviços ambientais prestados, pelo potencial para uso público (balneários, rafting, bóia-cross, contemplação, harmonia 12 paisagística etc.) e pelas oportunidades para pesquisa, conservação e educação ambiental. Toda a drenagem do Parque Nacional Guaricana corre para a denominada Bacia Litorânea, principalmente para as bacias dos rios Cubatão e Cubatãozinho, que deságuam na Baía de Guaratuba e bacia do Rio Sagrado, que deságua no Complexo Estuarino de Paranaguá; ambos os estuários de grande importância ecológica e social.